domingo, 18 de fevereiro de 2018

AS ANEDOTAS DO TI JAQUIM
 
Por Joaquim A. Rocha



desenho de Manuel Igrejas


     Há dias encontrei na Avenida da Liberdade, cidade de Braga, alguns estudantes universitários, da Universidade do Minho. Nas suas roupas estava escrito: «Literatuna». Isto é, eram estudantes de Literatura e pertenciam à Tuna Académica. Tinham violas e guitarras, e cantavam canções suas e de cantores famosos. Estendiam uma capa no chão para as pessoas que os escutavam lhes darem dinheiro. No intervalo das canções perguntei-lhes: - Como vão aplicar o dinheiro que esta gente vos oferece? Um deles, mais desinibido, responde: - Esse dinheiro vai ser gasto nos passeios. Eu, com cara de anjinho, exclamo: - Ainda bem; estão a ficar todos estragados, precisam urgentemente de uma intervenção.     
*

     O senhor António era um brincalhão. Tinha uma empresa de cargas e descargas. Um dia vira-se para o empregado, mostrando-lhe um caixote, e pergunta-lhe:

- Será que consegues?!

- O moço, para agradar ao patrão, mesmo ignorando o peso do caixote, responde:

- Consigo!

- O proprietário da empresa insiste:

- Achas mesmo que consegues?

- Já lhe disse patrão: consigo.

- Então, experimenta.

    O pobre do rapaz, armado em Sansão ou Hércules, tentou colocar o caixote às costas, mas nem sequer conseguiu mexê-lo. O patrão, depois de rir às gargalhadas, diz-lhe:

- Desculpa, isto foi uma brincadeira; o caixote está cheio de chumbo, nem um elefante o conseguiria mover. 






terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

GENTES DE MELGAÇO
(micro biografias)

 Por Joaquim A. Rocha



desenho de Luís Filipe G. Pinto Rodrigues


TORRES, Miguel (Padre). Filho de António Joaquim Codesso Rodrigues Torres e de Joana Maria Gonçalves [da Ribeira]. Neto paterno de Diogo Rodrigues Torres e de Maria Rosa [Rodrigues] Fernandes Codesso; neto materno de Manuel Gonçalves [da Ribeira] e de Maria Gonçalves, todos lavradores e pequenos proprietários. Nasceu em Sante, lugar meeiro de São Paio e Paderne, a 3/1/1818. // Foi pároco de Cubalhão e abade colado em Rouças desde 1868. // Não sei por que cargas-de-água foi armado «cavaleiro da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo». // Morreu em Sante a 1/4/1899, apenas com o sacramento da extrema-unção, e com testamento; o seu corpo foi sepultado no adro da igreja de São Paio. O “Jornal de Melgaço” deu a notícia: «… sucumbiu no domingo de Páscoa, na sua casa de Sante, São Paio, o reverendo Miguel Rodrigues Torres (…) Era possuidor de avultados meios de fortuna, mas (…) a “senhora do bolo” foi uma “governante” que tinha em casa há muitos anos, quando é certo que tem uma infinidade de sobrinhos, aos quais deixou a “fabulosa” quantia de 50$000 réis a cada um! Era o padre mais rico deste concelho, mas, apesar disso, achava-se subsidiado pela Bula!» // Os do jornal não quiseram entender uma coisa: o padre deixou uma filha, Maria Joaquina, gerada em Maria Rosa Domingues Carvalho, a dita “governante”, natural da freguesia de Cubalhão, daí ter-lhe deixado os seus bens. // Nuns apontamentos que o “Mário de Prado” deixou, lê-se: {diz-se que para lhe mudarem a burra das libras eram precisos dois homens de pulso rijo; isto além das muitas propriedades rústicas de que era dono e senhor! Tudo foi, porém, desbaratado em pouco tempo pela sua amante e herdeira, e a filha desta e do padre, o que prova bem o rifão espanhol «los dineros del sacristan cantando se vienen, cantando se van»}.      

                                                                      * 


CARVALHO, Maria Rosa. Filha de José Domingues de Carvalho e de Florinda Domingues, lavradores, naturais da freguesia de Cubalhão. // Nasceu em Cubalhão por volta de 1846. // Foi governanta do padre Miguel Rodrigues Torres, natural de São Paio, abade de Rouças. // Em 1908 tinha à venda todos os seus bens, pela melhor oferta (Jornal de Melgaço n.º 727, de 26/3). // Faleceu na sua casa de morada, sita no lugar de Sante, a 10/10/1908, com todos os sacramentos, com 62 anos de idade, no estado de solteira, proprietária, sem testamento, com geração, e foi sepultada no cemitério de São Paio de Melgaço. // A sua filha, Maria Joaquina, gerada pelo dito padre Miguel Rodrigues Torres, casou com Manuel Marques, natural da freguesia de Fiães; tiveram pelo menos um filho, Júlio Maximiano Marques, nascido na freguesia de São Paio a 20/1/1901. 


domingo, 11 de fevereiro de 2018

DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE MELGAÇO
 
Por Joaquim A. Rocha






Roubos


- Assaltaram a casa de Francisco de Jesus Vaz, oficial de diligências. Foram presos Amadeu e Abílio. Fernando era também um dos indigitados autores do roubo; estava em manobras militares, ficando sob prisão. A cúmplice que os denunciou ficou detida num dos quartos térreos do hospital. A venda das joias roubadas era feita na tenda do ourives Manuel Simões Maia, de Monção, que vinha fazer as feiras quinzenais (Correio de Melgaço n.º 67, de 21/9/1913). No número seguinte do jornal, escreveu-se: «Está finalmente descoberto o roubo praticado em casa de Francisco de Jesus Vaz. A glória dessa descoberta cabe ao senhor Rodrigo Augusto dos Santos, chefe da polícia cívica de Viana, que aqui tem estado com os polícias civis da mesma cidade, n.º 12, Manuel Ferreira da Fonte, e n.º 9, António Martins de Amaro, em serviço de investigação. O Sr. Santos, que tem sido coadjuvado nestes serviços pelo secretário da administração do concelho, Maker Luís Teixeira Pinto, é duma solicitude e perspicácia pouco vulgares e incansável no desempenho dos seus deveres profissionais. A Laurinda confessara, no dia 14, que o roubo tinha sido praticado por duas vezes, sendo a 1.ª pelo Amadeu e Fernando, e a 2.ª vez por ela e pelo Amadeu, tendo ela vendido algumas libras e as joias a Angelina Rodrigues de Carvalho, esposa do ourives Maia, de Monção. Depois dessa confissão foram presos Amadeu e seu irmão Abílio, há dias posto em liberdade por nada se apurar contra ele. Fernando foi preso em Valença por ocasião das manobras, onde estava encorporado no batalhão de infantaria 3, vindo para esta Vila acompanhado do polícia número 9, aqui em serviço. Interrogado, confessou que em a noite de 5/8/1913, estando a jogar o 31, na taberna da Lúcia Fernandes, ali o procurou Amadeu, com quem saiu pouco depois. Este, na rua, convidou-o a irem roubar o Chico, nome por que é conhecido o Francisco Vaz, indo ambos pelo quintal da casa do Vaz e encostando uma escada a uma das janelas, entraram no prédio, roubando de uma cómoda, que estroncaram, o seguinte: dezoito libras, duas correntes, sendo uma double, um par de argolas, um medalhão e dois anéis, tudo de ouro, tendo o produto do roubo sido repartido entre os dois. Declarou que vendera a um contratador de gado quatro libras e que tinha escondido dentro de uma caixa de folha-de-flandres, numa parede do antigo jardim do Sr. Durães, os restantes objectos. Em vista desta confissão, no dia 25, pelas 24 horas, a polícia acompanhou-o ao local indicado, sendo encontrado, metida na parede, uma caixa que continha: uma corrente, metade de outra, um medalhão, um relógio de senhora, quatro libras e um pinto, de prata dourada. Esteve também detido para averiguações José Alves, sendo posto em liberdade por nada se apurar que o comprometesse. A esposa do ourives Maia – depois de ter estado alguns dias detida e incomunicável, no edifício do hospital, foi anteontem posta em liberdade, mediante a fiança de 1.000$00. Serviu de fiador José Maria Moreira, e de testemunhas abonatórias Aurélio Araújo Azevedo e António Luís Fernandes. Aos autores do roubo arbitraram-lhes a fiança de 5.000$00 a cada um» (Correio de Melgaço n.º 68, de 28/9/1913). «Ainda o roubo: foram entregues às autoridades judiciais os autores do importante roubo de joias e libras esterlinas praticado nas noites de 5 e 16/8/1913 em casa de Francisco de Jesus Vaz, como pormenorizadamente se relatou. Conservam-se presos na cadeia desta Vila, que tem estado vigiada de noite por patrulhas de cabos de polícia. – O Manuel Gonçalves Pereira, que durante oito dias esteve incomunicável, foi posto em liberdade no dia 29/9/1913, por nada se ter apurado que o comprometesse. – Também estiveram detidos para averiguações José Eugénio Pereira, José Augusto de Sousa, Vitorino Joaquim Domingues Salgado e Engrácia da Glória Dias, sendo todos postos em liberdade por nada se apurar contra eles. Em vista deste resultado, e por terem sido chamados à sua repartição, regressaram a Viana o chefe da polícia senhor Santos e os polícias 9 e 12» (Correio de Melgaço n.º 69, de 5/10/1913). // Em audiência de júri responderam a 30/1/1914 os autores do roubo praticado em Agosto de 1913 em casa de Francisco de Jesus Vaz. O Amadeu foi condenado em dois anos de prisão correcional e seis meses de multa a $10 por dia; a Laurinda a vinte e dois meses de prisão e cinco meses de multa a $10 por dia; e o Fernando a dezoito meses de prisão e três meses de multa a $10 por dia. Todos foram condenados nas custas e selos do processo, levando-lhe em conta o tempo de prisão já sofrido. O defensor oficioso dos réus foi o Dr. António Francisco de Sousa Araújo (Correio de Melgaço n.º 85, de 1/2/1914).

 

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE MELGAÇO

                                                                Por Joaquim A. Rocha
 
 
 
 
 
 
 
Macróbios
 
 
 
     Ser macróbio significa que é muito idoso, ou no caso de já ter falecido que viveu muitos anos. Assim se designava uma tribo da Etiópia, cujos membros atingiam uma longevidade considerável. No concelho de Melgaço, a maior parte da população quando morre já ultrapassou os oitenta anos de idade. 
 
ROCHA, Mariana. Filha de Domingos José da Rocha, lavrador, natural de Penso, e de Maria Luísa Meleiro, lavradeira, natural de Paços, moradores no lugar de Telhada Pequena. Neta paterna de José da Rocha e de Rosa Esteves; neta materna de José Meleiro e de Mariana Esteves. Nasceu em Penso a 16 de Novembro de 1906 e foi batizada na igreja católica a 18 desse mês e ano. Padrinhos: Daniel Meleiro e Ana Meleiro, solteiros, camponeses, tios maternos da neófita. // Casou na igreja de Penso a 11 de Novembro de 1941 com o seu conterrâneo Gualdino de Sousa e Castro. // Enviuvou a 7/8/2002. // Faleceu na freguesia de Linda-a-Velha, Oeiras, a 3 de Junho de 2005, com 98 anos de idade, e foi sepultada no cemitério de Penso, ao lado de seu marido. // Mãe da Dr.ª Maria da Conceição de Castro e da Dr.ª Maria Ernestina de Castro, residentes em Lisboa.  
 *
ROCHA, Virgínia. Filha de Francisco Joaquim da Rocha e de Rosa Pires, lavradores, residentes no lugar das Mós. Neta paterna de José da Rocha e de Rosa Esteves; neta materna de Luís Manuel Pires e de Maria José Rodrigues. Nasceu em Penso a 30/12/1903 e foi batizada na igreja católica a 1/1/1904. Padrinhos: Manuel Joaquim Pires, solteiro, tio materno da neófita, e Rosa Esteves, viúva, avó paterna. // Casou na Conservatória do Registo Civil de Melgaço a 15/8/1934 com o seu conterrâneo Amâncio Pereira. // Enviuvou a 27/5/1984. // Faleceu na sua freguesia de nascimento a 12/2/1994, com 90 anos de idade, e foi sepultada no cemitério local. // Deixou uma filha, um filho, genro, nora, netos…
 
 
 
 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

OS NOVOS LUSÍADAS
(tentativa de continuação de Os Lusíadas de Camões)

Por Joaquim A. Rocha 







21
 
Tinha na minha mente castigar

Os sanguessugas desta linda pátria,

Os vis parasitas, sempre a louvar,

A comer à lauta da teta mátria.

Mas as pernas dobram, falta o ar,

A longa energia foi prà via láctea.

 Porém farei das tripas coração,

Para que não criem falsa ilusão.

22

Esquece, velho e digno Camões,

As nereidas e as lindas ninfas do Tejo.

Os grandes feitos, as vãs ilusões,

Que tudo isso eu hoje já não vejo.

Dos céus mandam-nos enormes tufões

  Pragas de mosquito e percevejo.

E pra que eu possa cantar o país

Devo arrancar o mal pela raiz.

23

Os rios estão sujos, poluídos,

Os mares já não tem a azul cor;

Os belos bosques foram destruídos,

As florestas choram, de medo e dor.

Os animais fogem esbaforidos,

Os humanos não amam Zeus nem Thor.

Já ninguém aqui tem amor à vida,

Pois sentem que a pátria está perdida.

24

A besta fez do Estado a coutada,

Onde caça a pomba e a perdiz;

O incauto é sua presa amada,

E este povo, inerte, nada diz.

Tudo e todos são alvos da cilada,

Ninguém escapa às armas subtis.

E tu Camões, que esta terra cantaste,

O teu saber e arte em vão gastaste.

25

Porém, nem tudo estará perdido,

No ar restam sementes de esperança;

Algum povo não se deu por vencido,

E luta por justiça e bonança;

Tendo por si a seta de Cupido,

A inocência de Sancho Pança.

De Vénus há de vir ajuda grande

E tudo mais que o coração mande.

26

Este planeta, único e belo,

Voltará um dia ao seu normal.

Cairá a muralha, o castelo,

O sacrário, o vil pedestal.

Thor trará de novo o seu martelo,

Acabará por fim com todo o mal.

E o povo, o eterno sacrificado,

Será dos deuses novamente amado.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

SONETOS DO SOL E DA LUA
 
Por Joaquim A. Rocha







CRIMES DA BÍBLIA

 

Numa manhã de leve nevoeiro,

Caim, roído de ódio e inveja,

Leva ao campo, onde ninguém veja,

Abel, pastor, seu irmão verdadeiro.

 

Para Abel foi o dia derradeiro,

Não por tragar caroço de cereja,

Por beber muito vinho ou cerveja,

Ferido por granada de morteiro.

 

Caim, num ímpeto de raiva e ira,

Sem temer o castigo de Javé,

A vida de seu jovem irmão tira

 

Num gesto de maldade e má-fé.

  Lá ao longe ouvem-se sons de lira,

Eva chorando seu casto bebé.



 
 
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LIVROS DO AUTOR PARA VENDA
 
DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE MELGAÇO, I                                  10 euros
DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DE MELGAÇO, II                                 10 euros
LINA, FILHA DE PÃ (romance)                                                                    10 euros
OS MEUS SONETOS (e os do frade)                                                             10 euros
OS NOVOS LUSÍADAS (tentativa de continuação de Os Lusíadas...)          12 euros
 
NOTA: Os pedidos devem ser feitos através do seguinte e-mail: joaquim.a.rocha@sapo.pt            

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

DUAS VÍTIMAS DO TOMÁS DAS QUINGOSTAS


                                                                 Por Joaquim A. Rocha





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     Ao Tomás das Quingostas, quando foi batizado na igreja de São Paio de Melgaço, a 17/8/1808, atribuíram-lhe o nome de Tomás de Aquino; nascera dois dias antes, a 15/8/1808. Era o quinto filho de José Codesso e de Maria Teresa de Castro. Aprendeu a ler e a escrever, o que era raro nesse tempo. Não nos esqueçamos que São Paio era uma freguesia do concelho de Melgaço, onde a agricultura predominava. Sem grandes exageros, até se pode afirmar que a sede do concelho também era rural. As escolas do ensino primário eram poucas, a monarquia - salvo raras excepções - nunca investiu muito no ensino. No início do século XIX Melgaço era composto apenas por oito freguesias: Chaviães, Cristoval, Paços, Prado, Remoães, Rouças, São Paio e Vila. Castro Laboreiro era concelho; as outras freguesias pertenciam ao concelho de Valadares. Foi neste pequeno espaço que o Tomás, quando cresceu, alterando o nome para Tomás Joaquim (vá-se lá saber porquê) organizou a sua quadrilha. Manuel José de Caldas foi roubado por ele várias vezes; deve ter respirado de alívio quando o bandido foi abatido pela tropa da rainha a 30/1/1839. O senhor Fontes tinha de o servir, e à sua malta, sempre que ele o exigia. // Quem quiser saber mais sobre o Tomás das Quingostas leia o meu artigo publicado no Boletim Cultural da Câmara Municipal de Melgaço de 2008, com o título «Tomaz das Quingostas - 2.º aniversário do seu nascimento». // Seguem as micro biografias dos dois homens que sofreram com as canalhices do Tomás das Quingostas.         

                                                                                   *

CALDAS, Manuel José. Filho de Manuel José de Caldas, lavrador e “cirurgião”, e de Rosa Álvares, lavradeira, residentes no lugar do Paranhão, freguesia de Penso. Nasceu em Penso, Melgaço, por volta de 1795. // Lavrador. // Era conhecido por “Cirurgião de Real”. // Segundo consta, foi uma das maiores vítimas do “Tomaz das Quingostas”. // Casou a 1/10/1855, em segundas núpcias, com Maria José Gomes de Sousa, de 20 anos de idade, filha de José Caetano Gomes de Sousa e de Vicência Rosa Ferreira, natural de Malhagrilos, Prado. // Morreu no lugar de Real, freguesia de São Paio de Melgaço, onde residia, a 26/2/1891, repentinamente, com 96 anos de idade, no estado de casado com a dita Maria José, sem testamento, e foi sepultado na igreja paroquial de São Paio. // Na segunda esposa gerou onze filhos. // Nota: foi pai aos 85 anos de idade. 




FONTES, Policarpo José. Filho de Joaquim Daniel de Fontes e de Inácia Joaquina Fernandes, proprietários, moradores no lugar do Cruzeiro. Neto paterno de Custódio de Fontes e de Francisca Dias, do lugar do Barral, Paderne; neto materno de Manuel Fernandes e de Antónia Gonçalves, da freguesia de Alvaredo. Nasceu em São Paio a 3/10/1802 e foi batizado dois dias depois. Padrinhos: Luís Manuel de Sousa, da Rua do Cais, Vila de Viana. // Proprietário e comerciante. Teve uma loja no Cruzeiro de São Paio, na qual teria sido capturado a 30/1/1839 o temível “Tomaz das Quingostas”. // Casou, só depois da morte do Tomás,  com Maria José, filha de Manuel Inácio da Costa Gomes Pinheiro e de Maria Angélica de Araújo Cunha. // A 22/2/1857 foi padrinho de Policarpo Besteiro, nascido em Alvaredo três dias antes; a madrinha era a sua esposa. // Morreu a 22/5/1891, na sua casa, sita no lugar do Cruzeiro, apenas com o sacramento da extrema-unção, devido ao seu cérebro estar afetado, no estado de viúvo, sem testamento, e foi sepultado na igreja paroquial. // Com geração.